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5.11.08

Um negro no poder

O apartheid disfarçado todo dia
quando me olho não me vejo na tv
quando me vejo estou sempre na cozinha
ou na favela submissa ao poder

já fui mucama mas agora sou neguinha
minha pretinha nós gostamos de você
levanta saia, saia correndo para quarto
na madrugada patrãozinho quer te ver oioi

chá lá lá lá lá lá
chá lá lá lá lá lá lá lá
chá lá lá lá lá lá lá

será que um dia eu serei a patroa
sonho que um dia isso póssa acontecer
ficar na sala não ir mais para a cozinha
agora digo o que vejo na tv

um som negro
um deus negro
um adão negro
um negro no poder

um som negro
um deus negro
um adão negro
um índio no poder

- Ad
ão Negro

14.10.08

Refleições brasileiras sobre a candidatura Obama

Como a atual crise bancária demonstra, o que acontece nos Estados Unidos – por bem ou por mau- muitas vezes, tem conseqüências profundas pelo mundo inteiro.

Intrínseco ao futuro da economia mundial, a corrida presidencial estadunidense eletrificou o mundo mesmo antes da crise. No Brasil, a idéia que um negro pode sassumir a presidência do seu vizinho poderoso e influente do norte é a causa de grande animação e debate.

O jornal baianho Folha de Salvador recentemente pediu que alguns líderes proeminentes da comunidade negra refletissem no que um presidente americano negro quereria dizer para o Brasil. Aqui está o que eles acharam:
Lázaro Passos Cunha (Diretor de Projetos do Instituto Cultural Steve Biko)
“A sociedade brasileira sempre acusou os Estados Unidos de praticarem um racismo mais radical do que o existente aqui, mas o Brasil é uma nação muito mais excludente. Com a eleição de Obama, acredito que as mudanças, em termos nacionais, virão através das pressões que serão exercidas sobre as elites, que muito questionam sobre as políticas de ações afirmativas como, por exemplo, a implantação das cotas nas universidades, mas nunca se preocuparam com a qualidade do nosso ensino público fundamental.”

Cláudia Santos (Professora Mestra em Estudos Étnicos Africanos e militante do Jornal Irohin (significa “notícia” na língua yorubá)
“A idéia de um presidente negro é algo que já circula na nossa sociedade desde o início do século passado. O livro O presidente Negro, de Monteiro Lobato é uma ficção que, em 1926, já abordava a possibilidade de ascensão do negro na esfera política. Lobato escolheu o ano de 2228 para o seu personagem concorrer e chegar à presidência dos Estados Unidos. Hoje, vemos aí o Obama como uma revisão de todo o estereótipo de incapacidade associado ao negro e isso é fruto do resultado de um processo de políticas públicas. Ele é uma inspiração para nós em todos os sentidos, mas fazemos parte de uma história diferente. É preciso reconhecermos e valorizarmos nossas origens e lutarmos para fortalecer os debates étnicos-raciais no centro das discussões políticas, para que tenhamos a chance de chegar lá.”

Gilvan Assunção (Fundador da UNEGRO – União de Negros pela Igualdade)
“Obama é um homem que teve uma ascensão com o pé no chão e não virou estrela. Ele conseguiu sair ileso de todas as acusações que lhe fizeram. Hoje, está habilitado a ser um grande líder da negritude mundial. Ainda que não chegue à presidência, já é uma influência bastante positiva, principalmente para os jovens. Nosso movimento, aqui no Brasil, está no caminho certo, mas não podemos nos espelhar apenas no que estão fazendo lá fora. Precisamos ter mais garra, pois as coisas aqui são um pouco lentas, devido ao processo histórico no qual o negro está inserido.”

Antônio Carlos dos Santos, Vovô (Fundador e presidente do bloco afro Ilê Ayê)
“A visibilidade que ele (Obama) está tendo com o fato de poder ser o primeiro negro a governar a maior potência do mundo certamente nos faz repensar a nossa situação. Porém, nós temos uma cultura que muito nos prejudica e precisa ser mudada: muitos negros ainda sofrem da escravidão mental e não votam em um candidato negro. Na África do Sul, quando foi dada a oportunidade de voto ao negro, eles elegeram Mandela e mudaram sua situação. Aqui, nós sempre tivemos esse instrumento, mas não sabemos utilizar. Já virou uma coisa cultural acreditar que só o branco pode resolver os nossos problemas”.
Leia o artigo completo aqui.

E apesar do tanto progresso que a candidatura Obama significa para os EUA, ainda existe um racismo forte e insidioso no país que só será vencido com a conscientização e entendimento do povo. Já é hora, gente.

29.2.08

Shirley Chisholm – Não Comprada e Sem Patrões

Em 1972, Shirley Chisholm fez história quando tornou-se a primeira mulher e a primeira pessoa negra de entrar na corrida pela candidatura à presidência dos Estados Unidos da América em busca da nomeação do Partido Democrata. Durante sua vida, Chisholm também se destacou por ser uma advogada dos direitos das crianças, das mulheres e dos pobres, uma grande oradora, e uma feroz lutadora contra o status quo americano.

Ela nesceu em Brooklyn, Nova Iorque em 1924. Em 1953, ela se formou pela Faculdade Brooklyn, e depois terminou seu mestrado em Teachers Collage na Universidade de Columbia. Ela trabalhou como educadora e em várias posições administrativas.

Em 1964, Chisholm foi eleita à Assembléia Legislative do estado de Nova Iorque. Quatro anos depois com o slogan “Shirley Chisholm – Unbought & Unbossed” (Não Comprada e Sem Patrões) ela concorreu e venceu um lugar na Câmara de Representantes dos EUA

Ela foi a primeira mulher negra de ser eleita à Câmara de Representantes dos EUA. Ela notou, “Como eu estou famosa para ser a primeira pessoa em 192 anos de ser deputada federal, negra, e mulher de vez, eu acho que isso é prova que nossa sociedade não é nem justo nem livre.”

Uma advogada dos pobres, das mulheres, e das crianças e um oponente da Guerra do Vietnã, Chisholm nunca teve medo de desafiar seus colegas na Câmara nem de recusar em aceitar o “status quo”. No primeiro discurso em frente da Câmara de Representantes, ela prometeu, “de votar ‘Não’ em todos as petições para fundar o Departamento de Defesa.”

Em janeiro de 1972, Chisholm anuncio sua candidatura à presidência dos EUA pelo partido demócrata. Ela lançou uma campanha grassroots com pouco dinheiro e, as vezes, com pouco apoio dos seus colegas negros, que não gostava que ela foi “a primeira de disputar a presidência”. Durante a campanha, Chisholm foi atacado fisicamente três vezes, mas nunca desistiu, dizendo, “Se voce não me apoie, saia do meu caminho!”

Chisholm ganhou 151 votos dos representantes para a indicação demócrata. Os votos não era suficiente para passar das primárias e ela perdeu para George Mc Govern (que então perdeu a presidência para o candidato republicano Richard Nixon).

Chisoholm foi reeleita à Câmara de Representantes sete vezes, e em 1982, se aposentou. Ela fundou e liderou o Congresso Político Nacional de Mulheres Negras e trablahou como profesora até a morte em 1995.

A legacia de Chisholm de liderar sem medo continua hoje.

No seu segundo livro, A Boa Luta (The Good Fight), escrito em 1973, Chisholm escreveu, “Da próxima vez que uma mulher, ou um negro, ou um judeu, ou qualquer pessoa oriunda de um grupo que o país ‘não está pronto’ para eleger para o seu cargo mais importante, disputar a presidência, acredito que ele ou ela será levado a sério desde o início… Eu fiz porque alguem teve que ser o primeiro. En este país, todo o mundo debe ter a posibilidade de concorrer à presidência, mas isso nunca tem sido a verdade”.

Demorrou 36 anos…

Shirley Chisholm: Não Comprada e Sem Patrões!

Você é uma grande inspiração!

Este é nosso último posto em celebração do Mês da História Negra. Se você quiser escrever um posto sobre uma figura histórico cuja vida reflete os valores e a filosofia da Capoeira Angola, fique a vontade de entregar algo a: ficadcarchives (arroba) gmail (ponto) com. Podemos traduzir entre português e inglês.

17.2.08

Edição literária: O negro fala sobre rios

O negro fala sobre rios
Langston Hughes

Eu conheço rios:

Eu conheço rios tão antigos quanto o mundo e mais
velhos que o fluxo de sangue humano
nas veias humanas.

Minha alma se tornou profunda como os rios.

Banhei-me no Eufrates quando eram jovens as
auroras.
Construí minha cabana junto ao Congo e ele
me cantou canções de ninar.

Olhei para o Nilo e acima dele levantei as
pirâmides.

Ouvi o canto do Mississippi quando Abe Lincoln
desceu até New Orleans e vi seu seio

lamacento tornar-se ouro, ao pôr-do-sol.

Eu conheço rios:

Antigos, cinzentos rios.

Minha alma se tornou profunda como os rios.

Langston Hughes compôs este poema lindissimo, profundo e lírico quando tinha apenas dezessete anos enquanto cruzou o rio Mississippi (que corre do norte ao sul dos EUA) por trem indo para México.

Nascido em Joplin, Missouri no 1º de febrero de 1902, Hughes creseu na casa da avó. Publicou em 1926 seu primeiro livro de poesia, The Weary Blues, cujo incluiu “O negro fala sobre rios”.

Ele se matriculou na Universidade de Lincoln em Pennsylvania (onde ele era colega de Thurgood Marshall) e continuou publicando sua poesia.

Hughes se mudou para Harlem, Nova Iorque para continuar sua carreira como escritor. Ele era uma importante parte do Renascimento de Harlem durante a decada de 1920.

A poesia de Langston Hughes é reconhecida por sua ênfase na conscientização negra e orgulho em ser negro numa epoca quando muita gente estava tentando integrar-se na sociedade branca. O ritmo da sua poesia se lembra de jazz e dos blues, e seus temas, vêm da cultura negra, especialmente das contas que sua avó passou por ele quando era criança.

Hughes escreveu dezeseis coleções de poesia, duas obras de ficção, três coleções de contas, onze peças de teatro, três autobiografias, livros para crianças, filmes, óperas, e muitos artigos para journais e revistas.Langston

Hughes morreu no dia 22 de maio de 1967, aos 65 anos de idade.

15.2.08

Harriet Tubman: símbolo de coragem

Harriet Tubman (esquerda) guiando um grupo do sul ao norte dos EUA.

Harriet Tubman é um ícone americano de coragem e persistência.

Araminta Ross nasceu em 1820 no Condado de Dorchester no estado de Maryland (vizinho a Washington, DC) na escravidão. Ela apanhava muito de seus mestres, e uma vez, foi ferido na cabeça com um pedaço de metal. Ela sufreu dores de cabeça e ataques epilépticos durante sua vida inteira. Em 1844, se casou com John Tubman, e mudou de nome, se chamando Harriet.

Em 1949, ela descobriu que ia ser vendido no Sul do país (onde o racismo era pior, e o sofrimento dos escravos era maior do que no meio do país onde ela estava). Ela decidiu fugir ao Norte do país onde a escravidão era prohibida. Chegou na Filadélfia e se tornou uma mulher livre. Em Filadélfia, conheceu pessoas envolvidas no “Underground Railroad” (Caminho-de-Ferro Subterrâneo ou a Linha Subterrânea), uma rede de rotas clandestinas, “casas seguras”, e amigos que ajudavam os escravos fugir ao Norte. Muitas destas casas pertenciam a brancos, simpatizantes da causa da libertação dos escravos. Logo, Tubman retornou para o estado de Maryland para resgatar sua família. Em 10 anos, ela fez mais de 19 viagens ao Sul e guiou mais de 300 pessoas à liberdade. É dito que ela nunca perdeu um passageiro.

As viagens eram muito perigosas, e Tubman tinha que não só proteger os negros, mas também enganar os brancos. Uma biografia dela nota:

Tubman voltou para o Sul várias vezes. Ela criou truques para enganar os brancos, inclusive usando o cavalo e carro do dono da casa para a primeira parte da viagem; saindo sábado de noite porque as notícias avisando de um fugitivo não aparecia até segunda-feira; se virando e andando para o Sul se encontrassem bandeirantes; levando uma droga para calmar um bebe se começasse de chorar em momentos de perigo. Tubman até levava uma arma para ameaçar os fugitivos se ficaram cansados ou queriam voltar. Ela lhes apontava a arma e ameaçava, “Seja livre ou morre!”

Em 1856, as autoridades no Sul ofereciam uma recompensa de $40,000 pela captura de Tubman. Um dia, ela ouviu alguns homens lendo uma cartaz sobre ela, dizendo que ela não podia ler. Então, ela pegou um livro e fingiu de ler. Ela enganou os homens.


Uma mapa da Linha Subterrânea nos Estados Unidos.

Tubman se virou uma personagem importante no movimento abolicionista nos Estados Unidos, trabalhando com Frederick Douglass e John Brown. Ela fazia apresentações e discursos em vários lugares no Norte do país e ajudou John Brown a recrutar homens em seu ataque no Harper’s Ferry. Durante a Guerra Civil dos Estados Unidos, ela lutou no lado da União (o Norte do país) trabalhando como uma enfermeira, cozinheira, soldada, e espiã. Ela liderou um ataque que liberou mais de 700 escravos.

Após a Guerra, ela ajudou o movimento para o direito ao voto femininonos nos EUA, trabalhando come Susan B. Anthony.

Tubman, chamada “a Moisés do seu povo”, morreu no 10 de Março de 1913.

13.2.08

O fevereiro é o "Mês da História Negra"

Nos Estados Unidos e na Canadá, o mês de fevereiro é oficialmente reconhecido como “O Mês da História Negra”. Como aqui no blogue, gostamos de celebrar tudo, aproveitaremos essa oportunidade para apresentar alguns personagems quem têm contribuido à História dos Estados Unidos.

Mas antes de começara celebração, um pouco da história do Mês da História Negra:

O Mês de História de Negro se desenvoleveu da “Semana da História Negra”, cujo foi estabelecido nos Estados Unidos em 1926 por Carter Woodson.

Woodson era o filho de antigos escravos e ele trabalhava nas minas de carvão no estado de Kentucky até fez vinte anos. Aos vinte anos e com um grande vontade de aprender e estudar, ele se matriculou na escola secundária. Se graduou em dois anos, e eventualmente recebeu um Ph.D da universidade de Harvard, uma das melhores universidades no mundo. Durante os estudos, Woodson percebeu que as contribuições dos negros à vida cultural e política dos Estados Unidos eram ignoradas nos livros da História.

Para corregir a falta, Woodson fundou Associação para o Estudo da Vida e da História Afro-Americana e criou “A Semana da História de Negro”. O objetivo da Semana era reconhcer as lutas e os triunfos dos negros nos Estados Unidos, inspirar orgulho nos negros, e educar todo o mundo sobre História completa do país. Woodson escolheu a segunda semana em fevereiro porque coincidir com os aniversários do abolicionista Frederick Douglass e do Presidente Abraham Lincoln. Ele trabalhou com várias organizações negras para criar e promover a comemoração.

Inmediatamente, a comunidade negra abarcou a comemoração da “Semana da História do Negro”, e entre vinte-cinco anos, se tornou um evento nacional, reconhecido pelo governo e celebrado em muitas escolas pelos Estados Unidos com palestras, debates, filmes, e outras apresentações. Em 1976, alargaram a comemoração de uma semana para um mês.

Não todo mundo concorda com o Mês da História Negra. Alguns dizem que comemoram a História Negra todos os mêses do ano, não só em fevereiro. Outros dizem que a História Negra é a mesma História Norteamericana. Na verdade, Woodson esperava o dia no que não era necesário comemorar a História Negra com uma semana ou um mês específico; o dia no que os livros da História Norteamericana relatariam a História completa do país e seu povo.

19.6.07

Feliz Juneteenth!

O povo do estado de Texas está informado que em acordo com a proclamação do Executivo dos Estados Unidos, todos os escravos estão liberados. Incluido nessa proclamação, a igualdade absoluta dos direitos e dos direitos de propriedade entre donos e escravos, e a relação que existia entre eles agora é de empregador e trabalhador.
Nesse dia em 1865, os soldados do União (do Norte dos EUA, que lutaram para abolir a escravidão e preservar a unidade do país quando o sul queria separar-se e criar um próprio governo) desembarcaram em Galveston, Texas para ler a declarção encima que informo o povo de Texas da abolição da escravidão—que tinha acontecido dois anos e meio antes.

O Presidente Abraham Lincoln declarou “A Proclamação da Liberdade” no dia 1 de janeiro de 1863, mas demorrou dois anos e meio para a notícia de chegar em Texas.

A palavra “Juneteenth” é uma mistura das palavras “June” (junho) e “Nineteenth” (décimo novo). Hoje em dia, Juneteenth é um dia para refletir, comemorar a cultura afro-americana, e aproveitar da comida, especialmente churrasco e refrigerante sabor de morango, com sua familia e communidade.

2.5.07

O Gullah-Geechee: cultura quilombeira nos EUA

Meia-escondido nos brejos do litoral do suleste dos Estados Unidos da América, se encontra a terra do povo Gullah-Geechee. Os Gullah são desecendentes dos africanos trazidos aos EUA nos seculos XVI, XVII, e XVIII para trabalhar como escravos. Por causa da geografia e da história única desta zona dos EUA, os Gullah, provavelmente mais de qualquer outra comunidade afro-americana, mantêm conexcões profundas e direitas a sua herença africana.

Marquetta Goodwine separa arroz.(Foto da revista Coastal Heritage)


Esta região dos EUA, que começa no sul do estado da Carolina do Norte e vai até o norte da Florida, passando pelos estados da Carolina do Sul e da Georgia, tem condicões ótimas para cultivar arroz, cujo foi trazido aos EUA da África durante a época colonial. Através da cultivação da arroz, ficaram ricos os fazendeiros brancos, e cresceu a necessidade para mais escravos. Embora que a zona estivesse boa para cultivar arroz, atraia muitos mosquitos, cujos carregavam doenças como malária e febre amarela. Ironicamente, estas doenças veiram da África nos navios negreiros e por isso, os africanos tinham uma forte resistência contra elas.

Para evitar os mosquitos, os brancos fugiram da área nos verões quentissimas. Como a região parecia ao oeste da África e os brancos estavam freqüentemente ausentes, os africanos e seus descendentes podiam manter um grande parte da sua cultura afriana, especialmente em termos da agricultura, da lingua, das artes tradicionais, e da folclore.

Depois da Guerra Civil nos EUA e a abolição da escravidão, a zona ficou isolada e auto-suficiente das cidades. Em alguns lugares, não tinham pontes das ilhas até os anos 1950s. Assim, os Gullah eram capaz de resistir assimilação, más também a cultura ficou muito marginalizada.

Um homem da Ilha de St. Helena costura uma rede. Aprendeu fazer quando era menino. Diz, "No passado, o unico jeito de ganhar uma rede, foi faze-la." (Foto da revista Coastal Heritage)


Hoje em dia, a coração da terra Gullah fica no litoral do estado da Carolina do Sul e o norte do estado da Georgia. Tal como qualquer comunidade pequena, a maioria dos jovens saiem na procura de trablahos ou não têm interesse nas tradicões do seus pais e avós. A sobrevivência da cultura é ameacada também pelos hoteis touristicos que estão sendo desenvolidos na área e a aumenta subseqüente das taxas.

Marquetta Goodwine, uma lider vibrante e a Rainha do Gullah, luta para proteger e preserver as tradições do Gullah. Ela ajudou na criação de um lei protegindo a terra dos Gullah.

Alguns anos atrás, Amina, Franny Fran, e eu, com alguns alunos de Fran, fomos para a Ilha de St. Helena para aprender mais sobre a cultura Gullah. Foi uma visita muito informativa. Exploramos a paisagem lindissima, aprendemos sobre as tradicoes e a lingua, assistimos uma peça legal com Marquetta, e comemos muito “soul food” (literalmente, “comida da alma”) a comida típica do sul dos EUA. Marquetta estava interessada na capoeira e sua relação a uma arte marcial desenvolvida pelos negros nos EUA, chamado “kicking & knocking” (literalmente, “chutando & batendo”), que hoje em dia não existe mais.

18.2.07

Edição Carnavalesca: Os indios de Nova Orleans


Não só no Brasil ou no Caribe, mas também nos Estados Unidos curtimos Carnaval, que aqui está chamado Mardi Gras, e acontece em Nova Orleans. Mardi Gras tem varios aspectos, inclusive os indios. Existe mais de vinte-cinco tribos de indios de Mardi Gras, e cada um é diferente, então falamos nas tribos em geral.

A tribo de Creole Wild West Indian foi o primeiro, formando-se no anos 1880s. Existe duas histórias da origem da tribo. Alguns propõem que os negros foram inspirados pelas fantasias dos indios no famoso espectáculo de rodeo chamado O Wild West de Buffalo Bill (O oeste selvagem de Buffalo Bill). Outros negam essa história para ser simples demais, e dizem que o fundador da tribo foi o bis-tio de Tootie Montana (Cacique da tribu Pochahontas Armarelo de 1947 ate 1997), e que Montana tinha sangue dos negros e dos indios. Ele criou um movimento para pessoas como ele expressar-se da sua herança cultural e para comemorar a relação entre os negros e os indios dos Estados Unidos. Nas carnivais no Caribe, na America Central, e na America do Sul também existem grupos que se vestem em fantasias de indios. As vezes, esse fato é usado para demonstrar a existência em Nova Orleans de activdades que têm origem fora dos Estados Unidos, que faz a cidade diferente do resto do pais.

Tootie Montana é o cacique mais conhecido. Defendeu os direitos da communidade. A morte de ele, causada por um infarto durante uma reunião do governo da cidade sobre o abuso policial contra as tribos de Mardi Gras, é simbólico da sua devoção á communidade.

Clique aqui para maiores informaçoes sobre a vida de Tootie Montana (com fotos).


As fantasias das tribos são complicadas e demoram para construir. Muitas vezes, as fantasias de um ano estão feitas de pedaços das fantasias dos anos anteriores. São os homens quem costruar as fantasias, começando mêses antes de Mardi Gras. Existem varias músicas sobre a costura das fantasias, e normalmente, os homens costuram até os ultimos momentos antes de desfilar. Cada tribo escolha um tema. Algumas tribos, como o Espirto dos Indios Fi-ya-ya, se vestem num estilo africano, enquanto outras preferem um estilo dos indios do America Oeste inspirado pela tribo Creole Wild West no fim do século XIX.

Os indios de Mardi Gras têm um jeito próprio de cantar, lutar, e comunicar-se, inclusive uma lingua própria que é dificil traduzir. Alguns dizem que a lingua vem da lingua dos indios que ajudavam os negros quem fugiram da escravidão e se esconderam nos brejos de Louisiana. Outros dizem que é pura invenção. De qualquer maneira, as palavras não têm muito sentido fora dos indios que as usam.

As tribos de Mardi Gras desfilam cada ano, e suas tradiçoes dão orgulho aos praticantes e fascinam os espectadores. Assim como, as tribos dos indios de Mardi Gras representam a resistência da communidade contra a escravidão, a violência, e a pobreza no contexto de uma das maiores festas no mundo.

*Obrigada a LL de Nova Orleans pelo artigo.

1.2.07

O primo da Capoeira Angola?

Entre os séculos XV e XIX, milhões de africanos foram transportados ao Caribe, à Europa, e as Américas no tráfico de escravos. Hoje, os descendentes daqueles africanos moram en todo parte do mundo, criando o que está chamado a diáspora africana.

A capoeira angola é um fenómeno da diáspora africana, mas quais são outros fenómenos da diáspora africana que existem em outros países?

Na ilha da Martinica, existe o danmyé, também conhecido como a ladja ou a ag'ya. Assim como na capoeira angola, é dito que o danmyé tem as raízes em N'golo. Um website diz:
O cantador provoca os lutadores com sua canção. As canções vêm da história da Martinica. Elas podem elogiar um lutador famoso ou falar na coragem, na fortaleza, ou até na mau intenção de um dos lutadores.

Parece com a capoeira angola?

E agora ainda mais? (clique aqui)

O video é fantástico e é interessante perceber as semelhanças e as diferenças entre o danmyé e a capoeira angola.

* O video vem do website www.capoeirascience.com, feito por um capoeirista chamado Cientista no Londres.