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20.4.08

Um pouco da história de capoeira no Rio de Janeiro

… O ano-chave para a capoeiragem carioca é 1870. Por muitos motivos a Guerra do Paraguai (1865/1870) foi um divisor de águas na sua história. Arrastados às centenas para o campo de batalha, eles arrancaram pendores de bravura nos combates corpo a corpo, e conquistarm o respeito da oficialidade. Voltaram como heróis. Retomaram o controle dos pontes da malha urbana que haviam abandonado como “voluntários” para lutar no sul.

Não era só um retorno. A elite conservadora, que dominava a vida política da nação, de uma forma ou de outra, se entusiasmara com o fevor marcial daquela gente na frente de batalha. E também se impressionara vivamente com a violência das lutas de rua no retorno dos veteranos. A partir deste momento, por caminhos que permanecem ainda obscuros, os capoeiras entraram definitivamente na agenda política da elite monárquia da Corte Imperial do Rio de Janeiro.

A malta que se tornou uma espécie de lenda na vida politico-eleitoral do Rio a partir deste momento era a Flor da Gente. Dominava a freguesia da Glória, área nobre da cidade, onde pontuavam os sobrados, mansões e chácaras da elite fluminese. Em 1872 ela entrou com fúria nos violentos embates que caracterizavam as disputas eleitorais do Império…

… Durante oito anos os “capoeiras políticos” – como os denominava a imprensa oposicionista – dominaram os corredores do poder na cidade. Com apoio de poderosos padrinhos, eles infiltraram na polícia…

… A festa acabou em 1878. Os conservadores caíram, levando consigo a camarilha da Flor da Gente. A repressão que desabou sobre a cabeça deles foi pesada, mas não consegiu eliminá-los. Nos dez anos seguintes eles ainda controlaram o mercado da violência política na cidade, até serem destronados de vez pela energia moralista e republicana de Sampaio Ferraz, em 1890.
Este trecho sobre a história de capoeira na cidade do Rio de Janeiro no final do século XIX vem de um artigo que foi publicado na revista Nossa História em março de 2004. O artigo, “A era de ouro da capoeira” por Carlos Eugênio Líbano, apresenta um trecho de uma publicação da época chamada “Os capoeiras”, reflete nas origens da capoeira, e explica a rivalidade entres as grandes maltas do Rio, os Nagoas e os Guayamus. O artigo é extenso e muito bem escrito. Vale a pena o ler!

Se quiser ler o resto do artigo, pode encontrá- lo no acervo da FICA-Bahia.

13.1.08

Fechando 2007 e abrindo 2008 no RJ



T Carrapicho da FICA-Oakland mandou as fotos e um relatório sobre os eventos de Capoeira Angola fechando o ano 2007 e abrindo o ano 2008 no Rio de Janeiro.

O fim de ano no Rio de Janeiro, se deu com bastante capoeira angola, desde a já tradiconal roda em homenagem a Mestre Pastinha, com a liderança de Mestre Neco, em seguida dia de Zumbi outra boa roda com a chegada de M. Carlão, e encerramentos de diferentes grupos no final do mês de dezembro.

No centro da cidade no ile de angola, se deu uma roda de encerramento com a presença dos mestres Lumumba, Brinco, Chamine%, e CM.s Geraldo, Fred, Urubu, Pedrinho, Magal entre outros. A roda começou de manha e em seguida teve um churrasco de confraternização. Nesse mesmo dia Mestre Jurandir esteve no Rio para a inauguração do novo espaço da FICA RIO, na Lapa, com direito a aulas e roda.

No Ypiranga de Pastinha, Mestre Manoel que tinha chegado de uma viagem a França com alguns componentes do grupo, fez uma roda quinta feira, com a amostra de seu novo cd e dvd, e uma pequena seia para todos presentes. O dvd inclusive tem a participação intensa do Mestre Cobra Mansa. Mestre Mano e o grupo Flor da Gente fizeram dois eventos fechados para o grupo em seu belo espaço no Catete, um workshop com Mestre Rogerio do Angola Dobrada, e uma roda, festa e amigo oculto no final de semana seguinte.

E para realmente fechar as rodas do ano, Mestre Russo e Mestre Peixe receberam a todos na padaria para uma bela roda, com a presença do Mestre Rogério, CM Negao, Treinel Ir% do Angola Dobrada, Mestres Manoel, Baba, Marrom, King, irmão Moura, e CMs Kiki, Renato, Cristina entre outros, Como sempre pode se ver um alto nivel de capoeiragem, e muito respeito entre os capoeiristas em geral deixando todos querendo que chegue logo 2008 para mais rodas desse nivel.

E começando o ano, M. Carlão organizou uma roda no promeiro sabado do ano no largo das neves, infelizmente no decorrer da roda começou a chover, a roda continuo debaixo de chuva por pelo menos uma hora de chão escorregadio e muito perigo. Mestre Angolinha e Manoel chegaram tarde e não se animaram pra jogar na chuva, depois todos seguiram para o aniversário da Tereza. Domingo teve Caxias e Mestre Manoel deu trabalho se despedindo do Rio, indo pra Bahia participar do evento do M. Lua de Bobo.

A proxima vez que forem ao Rio botem Rio de Janeiro no itinererario que tem muita boa capoeira e boas pessoas.

Esse relatório também vai ser publicada como parte da revista Caxixi, que sairá no começo de março. Essa revista está aberta para todos participar!!! Se vc quiser também participar na revista com um poema, uma ladainha, um desenho, uma foto, ou tal, o prazo para entregar seus trabalhos é o dia 18 de janeiro!! Se tiver perguntas ou precisar mais um pouco de tempo, mande um email para:

caxixi (ponto) mag (arroba) gmail (ponto) com

Também pode entregar seus trabalhos a esse enderço. Esperam suas obras!!!

Muito obrigada T Carrapicho para o relatório excelente, e também agradecemos T. Gege, e Ama (FICA-Baltimore e uma das organizadoras de Caxixi) para o posto.